Entendendo o metaverso
O metaverso é um universo de possibilidades, como o próprio nome sugere. É outra realidade, outra forma de estar, se relacionar e ocupar espaços, porém unindo o mundo físico e virtual. É a revolução da internet e da forma de nos relacionarmos com o mundo à nossa volta.
Para acessá-lo basta uma conexão com internet, um dispositivo que suporte a tecnologia, como um computador, console de videogame, smartphone ou similar, óculos de realidade virtual e um fone, mas existem muitos outros hardwares para complementar a experiência.
O que torna esse universo tão imersivo e sensorial é a junção da realidade virtual com hologramas, blockchain, criptomoedas e realidade aumentada – que é basicamente a tecnologia de sobrepor elementos e tornar tudo 3D. Atualmente, o acesso à internet é realizado em um formato 2D, bidimensional. O que se sente ao interagir nessas plataformas é real, assim como os usuários presentes na plataforma são pessoas reais e não um código de computador.
Tendo isso em mente, aqui não utilizaremos o termo “vida real” para contrapor o virtual, pois dentro da comunidade de tecnologia da informação, essas modalidades virtuais são tão reais quanto. Ao invés disso, preferimos os termos vida palpável, física, manifesta, corpórea etc.
Na prática
A cada dia essa realidade paralela toma forma e expande mais, pois ela está em construção. Nesse ponto, o metaverso não é tão diferente de uma cidade em expansão, que abre novos comércios, novas escolas, instituições, lojas etc. Podemos compará-lo ao famoso jogo The Sims, porém mais inovador e complexo. Assim como no jogo, podem ser criados avatares personalizáveis para se locomover e se relacionar com outras pessoas.
Dentro desse contexto, no metaverso, poderíamos trabalhar, escolher esteticamente como queremos ser, dançar, se relacionar, construir edificações, fazer viagens, frequentar bares, shows e, basicamente, experienciar o que já experienciamos no mundo tátil, porém sem precisar se locomover fisicamente. No metaverso não existiriam barreiras do que se pode materializar.
O que se pensa, se pode construir. Tudo é moldável e adaptável. O metaverso é, ao mesmo tempo, um "espelho" do mundo físico, uma vez que tem a capacidade de reproduzir locais que existem no mesmo, e um universo totalmente novo e imaginado, construído digitalmente.
A ideia é que o metaverso também tenha a sua própria economia e moedas, com as quais os usuários poderão comprar, vender e negociar imóveis digitais, itens diversos, acessórios para o avatar e muito mais.
Não se sabe ainda até que ponto o metaverso pode chegar, pois trata-se de uma tecnologia muito recente em seu molde e aplicação, além de ser pouco acessível para o consumidor final.
No Brasil, ele ainda é impossível de ser devidamente implementado, pois depende do avanço de tecnologias ainda muito precárias aqui, como o 5G.
Mudança de nome do Facebook
Então, se metaverso se trata de um conceito tão amplo, por que Mark Zuckerberg adotou o nome para representar sua marca? Bom, Mark provavelmente enxergou o potencial do metaverso a médio e longo prazo e quis se associar a ele rapidamente, mudando para o nome Meta.
Ademais, ao adotar o nome, é como se o Facebook fizesse uma declaração de que pretende se dedicar a implementar e contribuir com a evolução desse universo em expansão. Em nota, Mark Zuckerberg expressa sua intenção:
“Hoje somos vistos como uma empresa de mídia social, mas em nosso DNA somos uma empresa que constrói tecnologia para conectar pessoas, e o metaverso é a próxima fronteira, assim como a rede social foi quando começamos”.
Para demonstrar o primeiro passo nessa direção, em agosto de 2021, a empresa também lançou o Horizon Workrooms. Se trata de uma ferramenta que dá aos usuários a possibilidade de criarem avatares e participarem de reuniões virtuais. Vale lembrar, também, que o Facebook trabalha no desenvolvimento da Diem (antiga Libra), sua própria criptomoeda – outra tecnologia necessária para o metaverso.
Mercado
Os números indicam perspectivas de crescimento acelerado. No lançamento da marca Meta Platforms, Mark Zuckerberg afirmou que o objetivo é chegar a 1 bilhão de usuários no metaverso nos próximos dez anos. A Bloomberg Intelligence Unit prevê que até 2024 devem ser movimentados US$ 800 bilhões. Essa nova economia irá estimular negócios e até criar ou modificar profissões.
Hoje já existem ocupações exclusivas do metaverso, como jogadores profissionais de e-sports. Mas o aumento da oferta de serviços está trazendo outras necessidades, como por exemplo os serviços de custódia segura de ativos, para dar suporte à interoperabilidade das blockchains. Serão necessários profissionais na linha de frente para construir a base operacional e criativa do metaverso, ou seja, cientistas de pesquisa, responsáveis por teorizar tudo o que existe, estrategistas que vão pensar nas métricas estratégicas, desenvolvedores de ecossistemas, gerentes de segurança, construtores de hardware, storytellers do universo, construtores de mundo para aplicar as ideias e muitos mais.
Há espaço para intermediários típicos do mundo físico, como corretores de imóveis, de anúncios e de serviços financeiros. Também será necessário contar com plataformas de contratos inteligentes e diferentes tipos de tokens, ou seja, registros de ativos em formato digital. Afinal, no metaverso, os usuários precisarão pagar por diversas compras e isso irá criar oportunidades de negócio.
Curiosidade
Já temos um exemplo brasileiro e de iniciativa governamental que utilizou o metaverso como ferramenta de trabalho! A Prefeitura de Uberlândia realizou em janeiro de 2022 uma reunião de trabalho do Executivo através do metaverso. É possível até assisti-la, clique aqui para acessar.
Foram utilizados óculos de realidade virtual para a reunião que tinha a finalidade de dialogar sobre as perspectivas do agronegócio e da tecnologia na cidade e no Brasil. A reunião contou com o prefeito Odelmo Leão, um dos fundadores da empresa Sapiens Agro, Maurício Lemos e Ana Paula Junqueira, da secretaria municipal de Governo de Comunicação. O encontro marcou o primeiro registro de uma agenda oficial de autoridades públicas municipais em um ambiente de realidade virtual e aumentada no País. Foi utilizado o Horizon Workrooms para isso, serviço online do Meta (Facebook) que foi pensado justamente com esse intuito.
Em uma nota mais filosófica, com o intuito de expandir a visão que temos a respeito do metaverso, poderíamos fazer uma analogia com a cosmologia física. Existem muitos graus de grandeza existencial. O universo, como o macrocosmo, nosso planeta como microcosmo e o nosso corpo como outra fração, um fractal do microcosmo. Dentro desse entendimento, poderíamos apontar o metaverso como sendo uma fração do microcosmo, porém dessa vez criada por nós. Isso então nos coloca como seres criadores.
E você, o que acha disso?
https://www.infomoney.com.br/guias/metaverso/ Acessado em 02/02/2022
https://blog.nubank.com.br/metaverso-o-que-e/ Acessado em 02/02/2022
https://www.rtm.net.br/o-que-e-o-metaverso-e-como-isso-ira-mudar-o-mercado-financeiro/
Acessado em 03/02/2022
https://www.uberlandia.mg.gov.br/2022/01/31/prefeitura-de-uberlandia-e-a-primeira-do-brasil-a-realizar-reuniao-de-trabalho-no-metaverso/ Acessado em 03/02/2022
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