A área de tecnologia é conhecida por ser uma área dominada por homens. Isso está presente não só no senso comum, mas nos dados. Segundo o Censo da Educação Superior (Inep), em 2011 as mulheres representavam apenas 20% das vagas em cursos de TI. Em 2017 (último ano em que houve esse levantamento pela Inep), esse número teve um tímido crescimento, em que as mulheres passaram a representar 25% dessas vagas.
E isso não é restrito apenas ao Brasil. Segundo a ONU Mulheres (entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres), apenas 35% de todos os estudantes matriculados em cursos de exatas são mulheres. Isso não é por acaso.
Uma das causas dessa baixa representatividade é a socialização da mulher. Isso se remonta desde a infância, a começar pelo brincar, que serve muito como referência e molde da personalidade para os anos que se seguem. Esse é um período em que as meninas são estimuladas majoritariamente a brincar com elementos que as aproximam da vivência materna, como brincar de casinha, cuidar de boneca ou com itens que fazem alusão a trabalhos domésticos.
Já os meninos são geralmente estimulados com brincadeiras de maior desenvolvimento de raciocínio e lógica como jogos de montar, quebra-cabeças, carrinhos (que os dão noção de espaço), jogos de luta/guerra que necessitam de estratégia, entre outros.
Além disso, as mulheres crescem com um estigma de que carreiras mais técnicas são voltadas para o público masculino. Em alguns casos, a própria família desestimula a mulher a prestar vestibular para cursos dessa área. Flávia Cruz, que é hoje diretora do Departamento de Ciências Exatas e Tecnologias do Instituto de Engenharia, é um exemplo disso. Desde cedo ela sonhava em fazer engenharia, porém desistiu por conselho da família. Cursou então outra faculdade, mas não se esqueceu de seu sonho. Mais tarde, aos 36 anos, tomou a decisão de cursar engenharia elétrica e eletrônica. Atualmente, ela coordena um projeto de inclusão de mulheres no setor.
Outro fator que contribui para isso é a diferença salarial entre homens e mulheres na tecnologia. Dados da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho apontam que diferenças nas médias salariais chegaram a R$ 1.736 em 2019, como foi o caso das ciências físicas e naturais.
Apesar de todo esse cenário, a desigualdade de gênero nesses ambientes diminuiu após o ano de 2017. Dados apresentados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia, apontam um crescimento de 60% na representatividade feminina na área de TI nos últimos cinco anos - passando de 27,9 mil mulheres para 44,5 mil. Nurielly Caroline, formada em análise e desenvolvimento, ressalta que algumas empresas estão comprometidas a proporcionar mais oportunidades para as mulheres no setor, criando iniciativas como cursos exclusivos para mulheres e mentoria.
Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), constatou que se o ritmo de entrada das mulheres nesse mercado continuar como está por mais dez anos, a participação das mulheres no mercado de trabalho brasileiro deve crescer mais do que a masculina em muitas áreas, como a ciência e a tecnologia, podendo enfim atingir um equilíbrio.
Para celebrar as mulheres que já têm êxito no mercado de tecnologia, podemos citar algumas: Valdriana Rezini, fundadora e CEO da Norion Tecnologia, Renata Favale Zanuto, Co-Head do Cubo; Ingrid Barth, fundadora da Linker e Diretora da ABFintechs; Clara Miranda, engenheira de Dados da Reamp+Jellyfish, e Nurielly Caroline (citada acima), atual CTO da Gasola.
O time da Norion acredita que a diversidade e a valorização das diferenças aumentam o potencial criativo e eleva o padrão das empresas e corporações.
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https://www.castgroup.com.br/blog/o-empoderamento-feminino-na-area-de-ti/ acessado em 07/01/2022
https://portogente.com.br/noticias/transporte-logistica/114480-mulheres-em-ti-elas-representam-20-dos-profissionais-de-tecnologia-do-pais acessado em 20/01/2022 acessado em 20/01/2022
https://www.bancariosgo.org.br/noticias/noticias/mulheres-ganham-espaco-em-ciencia-e-tecnologia-mas-salarios-ainda-sao-abismo-entre-generos/ acessado em 20/01/2022
https://blog.solides.com.br/entenda-a-importancia-da-diversidade-nas-empresas/#:~:text=Com%20a%20melhor%20conviv%C3%AAncia%20dentro,criativos%20e%20liberam%20seus%20potenciais. acessado em 20/01/2022
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